Seu amor não foi um amor platônico, foi uma fantasia realizada no limite do real e ireal, um fino suspiro de felicidade, as vezes um amor real não é tão importante quanto a "platonicidade" que compõem a psiquê de nossas paixões, mas o seu não, o seu foi puro, maculado no limiar do fim, intocável perante minha alma, "dorcemente" incontáveis sofrimentos na posterioridade da vida.
Hoje não sou mais eu, não o eu que era, sou o eu que ficou, o que restou da sua passagem em minha vida, brumas sonolentas de morte, uma chuva em um funeral, um desgosto perante a dor.