Por muitas vezes nos apaixonamos por idealizações, chego a dizer que na maioria das vezes, só longo de nossa história criamos um pensamento de um parceiro perfeito, que supriria notas as nossas necessidades e forjamos uma forma de ser humano perfeito.
Toda a questão é quando tudo isso se choca com a o mundo real, vejo muitos casais brigando por motivos fúteis, que são justamente a confrontação da idealização com a realidade.
Algumas coisas mudam com o tempo, outras são praticamente imutáveis, nossa neuroplasticidade vai acabando com a idade, e comportamentos repetidos geralmente vão se reforçando com o tempo, mesmo que, naquele casal, esse compromisso gente brigas.
Por vezes a maturidade faz perceber que o ser humano tem vícios e atitudes imutáveis, aí algumas atitudes em relação a isso acabam, porém atualmente as relações se desgastam e terminam antes desse ponto.
Tendemos a ser tolerantes enquanto apaixonados biologicamente, com o passar do tempo e com o desapaixonamento, começamos a ver os defeitos da pessoa escolhida e isso incomoda, inicialmente as piores atitudes nos agridem pessoalmente, posteriormente atos cada vez mais banais vão gerando efeitos semelhantes.
Alguns casais vêem todo esse processo e decidem prioridades para conseguir conviver juntos, outros vão diminuir os problemas em importância, do contrário de alguns que, cada vez mais, em atitudes progredindo para mais simples vão tomando reações iguais ou até mais energéticas de repreensão.
A questão é acordarem juntos pontos de real necessidade de discussão, fazê-la em momentos desacalorsdos e irem progredindo em relação a cada questão, deixando as já conversadas para trás, porém isso é muito difícil de realizar em duas pessoas.
Afinal acredito que cada geração tem uma disponibilidade diferente para atender às mesmas questões, enquanto algumas gerações resolvem facilmente um problema, outras vão até se separar por causa daquele mesmo problema, não é uma questão de julgamento se uma geração é pior ou melhor, se o tema é ou não de real importância, todu isso se estabelece dentro do objeto final de um relacionamento amoroso, a constituição de uma família e quando duas pessoas estão convivendo, porém não se dispõe a se transformar em uma família, a relação não vai durar.