quarta-feira, 19 de março de 2025

Indireta

As vezes não te entendo 
Na maioria das vezes 
Ilusão me basta 
Desilusão é quase certeza 
Infinitas possibilidades 
Desfrutam entre ir e vir
Pensamento desnorteado
Certeza de não te ouvir 
Teu ser me é distante 
Tua alma é fechada
Seus pensamentos são obscuros
Mas tua paz me faz desejoso de ti
Novamente não te entendo 
Reiteradamente te chamo
Cordialmente te trato
Distante me encontro
Cada "hum" fica o pensamento 
De que estais longe de mim 
No mundo físico e natural
Mas principalmente em espírito e vontade 

Justas memórias me fazem
Não lembra do que você nunca foi
O não conhecer de mim te faz
Escutar sem me compreender 
Às vezes eu te imagino
Serena
A me olhar nos olhos e sorrir
Te conhecer em essência de ser humano 
E saber por que és comigo assim.

Felizmente eu sei que não preciso de certezas
As incertezas me bastam 
Só Deus pode estar comigo e contigo 
Guiando um cruzar ou separar dos passos 
As demoras de Deus são sofridas
Suas dores são nossas guias 
E por final te digo 
Não te conheço 
Mas me importo com sua alma.

quinta-feira, 6 de março de 2025

A dúvida


O não saber é obscuro 
Como penumbra do alvorecer 
Pensamentos nem sempre maduros
A realidade e não te conhecer

Não sei se és assim por imaturidade 
Por maldade ou leviandade 
Não compreendo nada de ti
Só sei que não sei...

Como pluma de ave pairando 
Ficam as dúvidas em meus coração 
Dos teus olhos relembrando 
O porquê desta minha aspiração