sábado, 18 de janeiro de 2025

Quem vai te amar?

Quando os vermes comerem sua carne, quem vai te amar?

Outrora bela, cobiçada como uma jóia rara, no túmulo frio, quem vai te amar?

Nas vaidades da vida a beleza vão junto, para o frio sono da morte, quem vai te amar?

Quando a alma aborrecer dos pecados do corpo, quem vai te amar?

Por fim, no doce vislumbrar de uma vida eterna, quem vai te amar?

Só Jesus te ama incondicionalmente, o resto é vaidade. 

"Tudo é fugaz", "tudo é vaidade". 

domingo, 12 de janeiro de 2025

Escrevi a vida toda para o nada

O nada representa impossibilidade 
O nada representa o vazio

Existencialmente eu escrevi para amores
Amores que não eram amores

Pessoas que não são o que eu escrevi 

Idealização, pensamentos, ideias, formas 

Eu escrevi para o nada

Como quem manda beijos para o espelho 

Como quem constrói castelos de areia


Este texto é explicitamente estranho 

Sem nexo

Um nada

Eu escrevi para o nada

Eu pensei desfiguradamente 
E não acredito no que vivi

Nem por vergonha digo estas coisas 

Mas porque escrevi para o nada 

Um triste desembainhar de floreios sem sentido 



Por fim hoje eu vejo
Me descrevo em lampejos
Que nunca descrevi
Bem sei o que vivi

Controlando as letras
Destruindo poemas 
Rebuscando fonemas
Sublinhando temas

Hoje eu sei que não fiz
O certo por toda a vida
De longe algo me diz
Como sempre lembro
"Nunca serás feliz"